segunda-feira, 29 de abril de 2013

As Cruzadas, a meia-lua e a cruz.




As Cruzadas, a meia-lua e a cruz, foi uma série exibida no The History Channel. São 4 episódios de 45 minutos, totalizando mais de180 minutos de pura história. A estrutura da série é dividida em: Episódio 01: A Primeira Cruzada: dividido em duas partes e Episódio 02: A Segunda e Terceira Cruzadas, também dividida em 2 partes, totilizando 4 documentários.

Durante milênios, o solo do sagrado do oriente médio foi banhado de sangue. Nesta terra, as cicatriizes deixadas pelas batalhas entre as 3 maiores religiões do mundo mancharam o solo. Mas a maior ferida foi a infrigida pela guerra entre cristãos e muçulmanos que nasceu no final do século XI e durou 200 anos. Estava em jogo uma estreita faixa de terra de poucas centenas de quilômetros, que continha um bem de valor incalculável, Jerusalém. Hoje essa guerra santa é contada como uma lenda. Mas a quem tenha visto as batalhas com os próprios olhos. Grandes historiadores de 2 mundos diferentes, cristão e muçulmano, relataram feitos heróicos, disputas ferrozes e grandes guerreiros, homens, que sacrificaram a vida em nome de seus deuses. Este é o conflito entre dois povos de fé inabalável, o choque entre a meia-lua e a cruz. Estas são as cruzadas.

As Cruzadas



 As Cruzadas ( Resumo)



Em espanhol, cruzada significa “marcada com cruz” e foi o nome que se deu às guerras que tiveram a participação dos “cristãos” da Europa ocidental a pedido e com as bênçãos  do papado em nome de Cristo. A guerra contra os considerados inimigos de Cristo duraram de 1095 até meados do século XV. Na época, os árabes tinham o domínio de Jerusalém, a Terra Santa, e permitiam peregrinações cristãs. Com a tomada de Jerusalém pelos povos da Ásia Central convertidos ao islamismo, não mais se permitiu cristãos na cidade.

A Igreja Católica



No início do Cristianismo, os fiéis eram  soldados de Cristo, adeptos a não-violência, graças aos ensinamentos de Jesus. No entanto, a formação eclesiástica cada vez mais rigorosa da Igreja Católica Apostólica Romana  – iniciada pelo imperador Constantino – e a ideia do Estado Católico modificaram esse quadro: para defender Estado e fé, a igreja começou a disseminar a ideia de que ir à guerra em nome de Deus era justo e necessário. Dos novos guerreiros de Cristo, aqueles que recusavam o serviço militar eram excomungados.

Causas das Cruzadas

As causas das Cruzadas foram as seguintes:


  •  O fervor religioso da Idade Média, pois se acreditava no poder miraculoso das ossadas dos santos, das suas vestes, dos seus objetos. Temiam o diabo e os bruxos. Todos os anos, milhares de peregrinos visitavam Jerusalém em busca de cura para as doenças ou perdão para os pecados. Os papas incentivavam a peregrinação, concedendo indulgências ou privilégios aos participantes.
  •     A necessidade de conter a expansão dos turcos que ameaçavam os cristãos europeus.
  •     O desejo dos cristãos de obter, diretamente nos países de origem, as especiarias, sedas, marfim e outros produtos muito procurados na Europa.
  •     O interesse das cidades marítimas do Mediterrâneo em assegurar os pontos estratégicos para o comércio.
  •     O caráter belicoso e turbulento dos nobres medievais que se tornavam desordeiros e ávidos de combater heróicos.
  •     A tomada de Jerusalém pelos turcos seldjúcidas que humilhavam os peregrinos na Terra Santa. Essa foi a causa imediata das Cruzadas.


Cruzadas – o início



Cruzados deu-se com o Papa Urbano II, a decisão de convocar cristãos para a guerra com o fim de retomar Jerusalém e impedir a expansão islâmica. Todos os guerreiros de Cristo ganhariam o perdão pelos seus pecados e lutariam, embebidos na filosofia de Santo Agostinho, por fins puros e pela busca da justiça. O militar seria um agente do bem ao lutar para recuperar terras e bens expropriados. Entretanto, não era a Igreja a única interessada: mercantilistas também desejavam ampliar negócios para o Oriente.

Expedições

A primeira expedição, entre 1096 e 1099 , não teve acompanhamento de reis: apenas cavaleiros da nobreza tomaram a Cidade Santa. A segunda, de 1147 a 1149, não teve sucesso graças a uma discórdia entre os líderes Luís VII, da França e Conrado III, do Sacro Império. Em 1189, Jerusalém novamente passou para o controle muçulmano, com o Sultão Saladino.

A terceira cruzada, de 1189 a 1192, denominada a “Cruzada dos Reis”, teve como participantes o rei inglês, Ricardo Coração de Leão, o da França, Filipe Augusto e Frederico Barbarruiva, do Sacro Império. Por um acordo de paz entre Saladino e Ricardo, os cristãos puderam novamente peregrinar em Jerusalém.


A quarta, de 1202 a 1204, foi patrocinada pelos venezianos, por interesses comerciais. A quinta delas, entre 1217 e 1221, fracassou, quando as tropas  ficaram isoladas nas enchentes do Rio Nilo. A sexta, de 1228 a 1229, ficou marcada pela reconquista de Jerusalém, Belém e Nazaré. A sétima, de 1148 a 1250, sob o comando de Luís IX, da França, tinha por fim, retomar Jerusalém, que de novo, era dominada pelos turcos. A última, em 1270, teve fracasso absoluto, pois não conseguiu se fixar entre a população local.

A guerra santa terminou no fim do século 13 com a expulsão dos últimos guerreiros de Cristo pelos islâmicos que começaram a lutar a sua “guerra santa”, de acordo com os ensinamentos de Maomé.


Consequências 

Elas proporcionaram também o renascimento do comércio na Europa. Muitos cavaleiros, ao retornarem do Oriente, saqueavam cidades e montavam pequenas feiras nas rotas comerciais. Houve, portanto, um importante reaquecimento da economia no Ocidente. Estes guerreiros inseriram também novos conhecimentos, originários do Oriente, na Europa, através da influente sabedoria dos sarracenos.

Não podemos deixar de lembrar que as Cruzadas aumentaram as tensões e hostilidades entre cristãos e muçulmanos na Idade Média. Mesmo após o fim das Cruzadas, este clima tenso entre os integrantes destas duas religiões continuou.

Já no aspecto cultural, as Cruzadas favoreceram o desenvolvimento de um tipo de literatura voltado para as guerras e grandes feitos heróicos. Muitos contos de cavalaria tiveram como tema principal estes conflitos.

Atividade de História – Egito Antigo



Atividade - Egito Antigo

1-Rio que favoreceu o desenvolvimento da civilização egípcia em meio a dois desertos.

a (  ) Tigre                                           c (  ) Nilo
b (  ) Eufrates                                     d (  ) Jordão

2- É considerada a maior proeza arquitetônica realizada pelo homem ,e eram também os túmulos dos faraós.
 
a (     ) Zigurate                                       c (     ) Coliseu
b (     ) As pirâmides                              d (     ) Cidades

3-Sobre a sociedade egípcia ,marque o que for coreto :

a (     ) Mudou pouco ao longo dos séculos ,pois as chances de ascensão social eram mínimas .

b (     ) Quase sempre o indivíduo nascia e morria pertencendo ao mesmo grupo social

 c (     ) Geralmente quem nascia em uma família camponesa ,podia tornar-se um alto funcionário

d (     ) O faraó era o chefe maior ,considerado o próprio deus na sociedade .

4-Como principal atividade econômica do Egito  antigo podemos destacar :

a (  ) O comércio                                         c (  ) A pecuária
b (  ) O artesanato                                       d (  ) A agricultura

5-Relacione corretamente as colunas :

(1) vizir       (2) sacerdotes      (3) escribas        (4) camponeses

(     ) Eram chamados de felás , constituíam a imensa maioria da população

(     ) Tinha conhecimento de escrita   e contabilidade sua função era registrar a vida econômica do reino

(     ) Administravam os templos ,que geralmente eram muitos ricos , graças as oferendas feitas pela 
população.

(     ) Cabia a ele tomar as decisões ,jurídicas ,administrativas e financeiras em nome do faraó,


6-Sobre a escrita hieroglífica é falso dizer.

a (     ) Era geralmente usada em inscrições oficiais e sagradas .

b (     ) Foi  inventada pelos sumérios ,na Mesopotâmia por volta de 4000 a.C..

c (     ) Era tambemchamada de hierática

d (     ) Era utilizada principalmente pelos sacerdotes sobre madeira ou papiro

7-Era visto pelos egípcios como um ser de origem divina ,era o próprio deus . E além disso era o chefe militar e o juiz supremo.

a (     ) O escriba                       c (     ) Os sacerdotes
b (     )O faraó                          d (     ) Os camponeses


8 – Marque V para verdadeiro e F para falso .

(     ) A história política do Egito antigo é dividida em: Antigo Império e Novo Império .

(     ) Os egípcios acreditavam na vida após a morte .

(     ) Os egípcios eram monoteísta ,ou seja acreditavam em um só deus .

(     ) Os deuses egípcios eram representados com forma humana  e com forma de animal


9º)  A escrita egípcia era:

             a) Pictagônica                                    b) Cuneiforme            
             c) Hieroglífica                                    d) Alfabeto


10º)  Qual foi o faraó que tentou implantar o monoteísmo no Egito?

             a)      Menés                             b) Amenófis IV           
            c) Ramsés                                  d) Osíris      


  
 Boa Sorte!

As Grandes civilizações - Egito Antigo











Resumo 


Os vídeos da série Grandes civilizações são pequenos documentários dinâmicos que utilizam, de forma criativa, recursos iconográficos e animações para apresentar os principais aspectos das mais importantes civilizações da Antiguidade, sempre divididos em dois episódios. No primeiro episódio sobre a civilização egípcia, o vídeo apresenta e analisa os aspectos históricos e sociais relacionados ao Rio Nilo, ao Deserto do Saara e às famosas pirâmides, utilizando esses elementos como mote para discutir a economia, a política e a sociedade naquele contexto histórico. A organização social egípcia, a construção e a manutenção da unidade política do Império e o significado das obras colossais construídas por essa fascinante civilização são os destaques da primeira parte. Já o segundo episódio apresenta mais detalhadamente elementos importantes da cultura egípcia como a arte e a medicina (com as mumificações), além de discutir como os povos europeus (e, com eles, o restante do mundo) conseguiram ter acesso às realizações dos egípcios. Assim, as conquistas napoleônicas e o desvendamento do significado da Pedra de Roseta são apresentados ao lado dos mistérios da tumba de Tutancâmon. Ao final, são apresentadas as invasões estrangeiras que precipitaram a crise e o fim do Império, culminando com a derrota das forças de Cleópatra e Marco Antônio para as tropas do imperador romano Otaviano. Como em todos os outros episódios dessa série, a simultaneidade encerra os vídeos sempre demonstrando o que estava ocorrendo em outros espaços enquanto a civilização egípcia vivia seu auge e sua decadência.

Egito Antigo (Resumo)



Egito Antigo 


Como vimos, as primeiras civilizações desenvolveram-se na região do Crescente Fértil. Dentre estas civilizações, está o Egito.

O Egito é um país que está localizado no nordeste da África.


O rio Nilo é tão importante para os egípcios que o historiador Heródoto afirmou se o “Egito, uma dádiva do Nilo”.
 
As águas do Nilo servem para a agricultura, uso doméstico, para os animais e como transporte. Em suas margens cresciam ainda diversas plantas, entre as quais o papiro, própria para fabricação de papel, cestos etc. O Nilo era tão fundamental para a sobrevivência dos egípcios que, em sua homenagem, foram feitos muitos hinos e orações.

A agricultura era a atividade econômica principal dos egípcios. Cultivavam algodão, linho trigo, cevada, gergelim, legumes, frutas e, principalmente, oliveiras, favas, lentilhas, grão-de-bico, pepinos, uva. Criavam porcos e carneiros.

As sociedades egípcias e mesopotâmicas foram conhecidas como sociedades hidráulicas.

A sociedade egípcia era formada por nobres, sacerdotes e escribas (classe alta); soldados e artesãos (classe média); camponeses – felás – e escravos (classe baixa).



O Egito destacou-se pela organização de um forte Estado, vinculado aos recursos hídricos, que comandou milhares de pessoas.

O Estado egípcio era centralizado e comandado pela figura do Faraó. Este era considerado um “deus”, com autoridade absoluta – concentrava em si os poderes político e espiritual – e objeto de culto.




A religião desempenhava um papel muito importante na sociedade egípcia: todos os aspectos da vida das pessoas eram regulados por normas religiosas. Os principais deuses eram Osíris, deus ligado à morte; Osíris, o mais popular; Ísis, irmã-esposa de Osíris etc. Acreditavam numa vida após a morte e no retorno do espírito ao corpo.



Conforme a posição social do indivíduo e sua riqueza, o túmulo podia ser um buraco na rocha, uma sequência de câmaras escavadas na montanha ou uma pirâmide, no caso dos faraós.
Os historiadores dividem a história do Egito antigo em 4 períodos, são eles:

O Período Arcaico

Iniciou-se por volta do quarto milênio a.C.. A região egípcia era formada por vários comunidades conhecidas como Nomos, que por sua vez uniram-se em reinos, um no Norte e outro no Sul. Os dois reinos se fundiram em apenas um sob a liderança do Faraó Menés.

Antigo Império (3200a.C - 2200 a.C)

Foi o período de esplendor dos egípcios, grandes construções e realizações foram feitos nesta época. O controle das enchentes das águas do rio Nilo foram alcançadas graças aos intelectuais egípcios que não eram poucos. Estes intelectuais aprenderam na pratica as soluções de problemas matemáticos, astronômicos e médicos. Foi no Antigo Império que foram construídas as grandes Pirâmides do Egito.



Médio Império (2200 a.C - 1580 a.C)


O Império Egípcio foi invadido por povos oriundos da Ásia, eram os "Hicsos". Nesta apóca, a capital do Egito foi transferido para Tebas. Os Hicsos conseguiram impor sua superioridade aos egípcios valendo-se de cavalos e carros de guerra.


Novo Império (1580 a.C - 1085 a.C)


Os egípcios conseguiram expulsar os Hicsos, no entanto, o Império passou a ser invadido constantemente por outros povos estrangeiros. Primeiramente foram os Assírios, depois foi a vez dos Persas, os Gregos e os Romanos.


As pirâmides eram túmulos destinados ao sepultamento de nobres e faraós.


Muito se discute sobre a origem das pirâmides egípcias. Discursos marcados por misticismos tentam até hoje achar respostas para a complexa engenharia na construção desses locais sagrados no Egito Antigo. Algumas hipóteses não científicas apoiam a possibilidade de ajuda sobrenatural que os egípcios poderiam ter recebido ao longo de suas vidas. Todavia, as pirâmides foram implantadas com técnicas bastante desenvolvidas há mais de 2500 anos e o uso da matemática facilitou o cálculo na posição das pedras que se encaixaram umas sobre as outras.



A escrita egípcia era feita com sinais ou caracteres pictóricos, conhecidos como hieróglifos, que representavam imagens de pássaros, insetos, objetos, etc. Foi decifrada pelo francês Jean-François Champollion em 1822. Para escrever era utilizado o papiro. Era subdividida em três sistemas:

- hieroglífico – considerado sagrado, utilizado pelos sacerdotes;

- hierático – era mais simples, utilizado pelos escribas nos papiros;

- demótico – o mais simplificado, de uso popular.





A arte egípcia estava voltada para a glorificação dos deuses e dos faraós, utilizada, principalmente, nas pirâmides e nos templos: escultura, que representava a figura humana com a cabeça e as pernas de perfil, enquanto o tronco e os braços, de frente.


Recebemos influência da cultura egípcia:


- no imaginário religioso do Ocidente. O conhecido filme “A múmia”, de 1999, de Stephen Sommers, por exemplo, mostra esse aspecto.


- na arquitetura: construções coloridas, bem adornadas… O obelisco (que simboliza um raio do sol petrificado), por exemplo, presente no Brasil (Ibirapuera) e em várias partes do mundo;


- na dança (do ventre, por exemplo), na musica, no carnaval…;


- na Astronomia: nosso calendário é fruto de um aperfeiçoamento do calendário egípcio;


- na medicina: o processo de mumificação e embalsamamento de cadáveres, por exemplo…


- na Língua Portuguesa, algumas palavra como alquimia, química, adobe, saco, papel, gazela e girafa, têm origens na língua egípcia etc.


Fontes:


Brasil Escola. In: http://www.brasilescola.com/historiag/egipcio.htm. Acesso em 25/03/2013.

Leia mais sobre as pirâmides em: http://www.brasilescola.com/historiag/a-historia-das-piramides-no-egito-antigo.htm.
Caderno do professor – História. Ensino Médio – 1ª série, Vol. 1. SEE-SP, 2009