quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Resumo: Revolução Industrial - 9ºano


Revolução Industrial



Este resumo abordará as características e consequências da Segunda Revolução Industrial que ocorreu na Europa, parte da Ásia e nos E.U.A no século XIX.



·          A Revolução industrial transformou a relação do ser humano entre si e com a natureza;

·         Problemas sócio ambientais: aumento da poluição, desmatamento, urbanização desordenada, surgimento do proletariado.

 

 

·         1ª Fase da Revolução Industrial (1760 - 1830): limitou-se à Inglaterra, onde surgiu a máquina a vapor e o carvão tornou-se um importante combustível para alimentá-las. A indústria têxtil cresceu vertiginosamente.


·         A Inglaterra passou a exportar seus tecidos para todo o mundo através do mar e tornou-se uma potência, graças ao Capitalismo Industrial e das riquezas acumuladas.


·          2ª Fase da Revolução Industrial - a partir de 1870 a industrialização atinge outros países da Europa, como França, Bélgica, Itália, Alemanha, também chega a América, nos E.U.A e na Ásia, na Rússia e no Japão.


·          Novas formas de energia: eletricidade e petróleo.


·         Inventos importantes: motor a combustão, telégrafo e corantes sintéticos (indústria química).


·         A produção industrial girava em torno do aço.


·         Invenção da locomotiva e do barco a vapor.


·         As ferrovias tornaram-se comuns aos países industrializados, pois acelerava o transporte de mercadorias e de pessoas dos campos para as cidades e das cidades para as fábricas.


·         A industrialização de outros países acirrou a disputa pelos mercados consumidores.


·         Neocolonialismo: na busca por novos mercados as potências industriais partiram para a África e a Ásia, a partir de 1830, para conquistar mais consumidores e zonas de influência, onde poderiam explorar os recursos disponíveis.


·         A buscar por mercados gerou: Uma corrida armamentista entre os países ("paz armada") e a Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918).

                    


                 As potências Ocidentais/Industriais disputam a China. Ilustração do século XIX.




Veja como ficou a África, após sua partilha entre as nações europeias:

 

 


·         Além de buscar por matérias-primas, tais como carvão, ferro e petróleo na Ásia e na África, os europeus procuravam novos mercados consumidores de seus produtos.Das colônias também compravam alimentos para abastecer a crescente população europeia. Investiam nas colônias e construíam ferrovias para escoar mercadorias.


·         Nessa fase da revolução industrial que surge o capitalismo monopolista  e o imperialismo. Algumas formas de monopólio são: Truste, Cartel, Holding. 


·         Plano político: o neocolonialismo garantia mais recursos para os estados europeus, que além de matérias-primas, terras, e pessoas, obtinham mais portos, maiores contingentes militares, etc. 


·         A colonização acontecia por via pacífica - através da aproximação da metrópole com a elite dominante do local a ser colonizado, subornos, promessas de riquezas e poder, ou por meio da força bruta, caso houvesse resistência.


·         Plano religioso e cultural: Diversos missionários espalharam-se pela África e pela Ásia para converter seus povos ao cristianismo.Eles também lutava contra a escravidão.

·         As colônias não tinham grande autonomia política. administrativa e econômica. Embora algumas delas tivesse governo ou parlamento eleitos pelos nativos, havia nelas um supervisor representando os interesses da Metrópole.


·         Em muitos casos os habitantes das áreas colonizadas perdiam suas terras, eram forçados a realizar trabalhos nas fábricas, ferrovias ou na extração de minerais e ainda pagar impostos para a Metrópole.


·         Os europeus julgavam-se racialmente superiores aos nativos. As teorias racistas, como o darwinismo social, serviam como justificava para  a exploração das nações "primitivas" pelas "civilizadas". 


·         As nações industriais europeias tornaram-se ainda mais hegemônicas no Mundo, principalmente a Inglaterra que liderava o Império Britânico. As disputas comerciais, a busca de novos mercados irão desencadear a 1ª Guerra Mundial, em 1914, assunto que será visto em breve.



Resumo para trabalhar em sala de aula

Tempos Modernos

Título do filme: TEMPOS MODERNOS (EUA 1936)
Direção: Charles Chaplin
Elenco: Charles Chaplin, Paulette Goddard, 87 min. preto e branco, Continental


RESUMO DO FILME

Trata-se do último filme mudo de Chaplin, que focaliza a vida urbana nos Estados Unidos nos anos 30, imediatamente após a crise de 1929, quando a depressão atingiu toda sociedade norte-americana, levando grande parte da população ao desemprego e à fome.

A figura central do filme é Carlitos, o personagem clássico de Chaplin, que ao conseguir emprego numa grande indústria, transforma-se em líder grevista conhecendo uma jovem, por quem se apaixona. O filme focaliza a vida do na sociedade industrial caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho. É uma crítica à "modernidade" e ao capitalismo representado pelo modelo de industrialização, onde o operário é engolido pelo poder do capital e perseguido por suas idéias "subversivas".

Em sua Segunda parte o filme trata das desigualdades entre a vida dos pobres e das camadas mais abastadas, sem representar contudo, diferenças nas perspectivas de vida de cada grupo. Mostra ainda que a mesma sociedade capitalista que explora o proletariado, alimenta todo conforto e diversão para burguesia. Cenas como a que Carlitos e a menina órfã conversam no jardim de uma casa, ou aquela em que Carlitos e sua namorada encontram-se numa loja de departamento, ilustram bem essas questões.

Se inicialmente o lançamento do filme chegou a dar prejuízo, mais tarde tornou-se um clássico na história do cinema. Chegou a ser proibido na Alemanha de Hilter e na Itália de Mussolini por ser considerado "socialista". Aliás, nesse aspecto Chaplin foi boicotado também em seu próprio país na época do "macartismo".

Juntamente com O Garoto e O Grande Ditador, Tempos Modernos está entre os filmes mais conhecidos do ator e diretor Charles Chaplin, sendo considerado um marco na história do cinema.

TEMPOS MODERNOS foi produzido no ano de 1936 e se constitui em uma das mais expressivas críticas que o cinema promoveu, tendo como tema central a sociedade industrial capitalista. Nenhuma questão relevante passou despercebida à inteligência crítica de Charlie Chaplin, que em 87 minutos sintetizou a agonia secular de uma maioria oprimida e marginalizada - a classe trabalhadora. Não constitui obra do acaso, o fato deste ter sido o último filme em que Chaplin trabalha o personagem do  vagabundo Carlitos, já que é uma síntese perfeita da sua visão sobre o Capitalismo, que vinha apresentando ao público em conta-gotas.

O filme inicia mostrando ao fundo um grande relógio, o símbolo maior dos Tempos Modernos. Tempo é dinheiro e reside aí o espírito do capitalismo. Um passo à frente, temos um rebanho de gado-gente, correndo desesperado para o abatedouro-fábrica. Chaplin não esconde sua visão da bestialidade humana. Gente que se submete a viver amontoada, sem propósito, como gado domesticado. Mais do que o Capitalismo, critica profundamente a Sociedade Industrial, seu ritmo alucinante, a falta de qualidade de vida e seus propósitos irracionais. Evidencia que a velocidade da máquina não pode ser a velocidade do ser humano, sob pena de não termos mais seres humanos, apenas bestas humanas.

O relógio, as pessoas caminhando como gado, já seriam elementos suficientes para analisarmos com mais consciência o sistema de vida proporcionado pela visão industrial-capitalista. Mas, ele aprofunda ainda mais esta sua crítica ao abordar, com detalhes, a questão da Linha de Montagem e suas seqüelas desastrosas na psique humana. O esforço humano em trabalhar como um relógio, dentro de um sistema de repetição mecânica, contínua e cronometrada, acaba por levar a pessoa a ficar com sérios problemas neurológicos e psicológicos. Os mais fortes acabam sobrevivendo como se fossem máquinas, em um cotidiano sem esperança, criatividade ou alegria, onde a única atividade é a repetição de um par de gestos mecânicos simples.

Como conseqüência direta da implantação da Linha de Montagem e a busca sistemática do seu aperfeiçoamento, visando unicamente a produção, temos uma lógica produtiva que desqualifica, em pouco tempo, muitos trabalhadores como mão-de-obra apta para o sistema. Estas pessoas mais sensíveis à ação danosa do Fordismo-Taylorismo, são peremptoricamente levadas para Instituições-Depósito, como é o caso dos hospitais, asilos, manicômios e até penitenciárias - dependendo de cada caso e da resposta de desajustamento social dada pelo trabalhador vítima do sistema estressante e alienante .

Nenhuma outra obra de arte conseguiu expressar melhor este sentimento de impotência que a maioria oprimida sente diante dos mecanismos impessoais do sistema capitalista-industrial, como no quadro em que Carlitos é literalmente tragado pela grande máquina. Cena bela e extraordinariamente repleta de significado: o homem moderno absorvido por completo, de forma paralisante, pelas engrenagens do sistema. O homem devorado pela máquina, por ela é usado até o seu limite. Trocando de papéis, a máquina faz do homem uma máquina, que ao chegar ao seu esgotamento físico é jogada na lixeira do mundo produtivo - as Instituições-depósito.

Este é o lado mais cruel da sociedade industrial, um monstro devorador de vidas. A máquina aparece como um Capitão-do-mato que se mudou para a cidade. Os escravos agora passam a responder pelo nome de trabalhadores ou proletários. Esta maioria é vista pelo patrão como um grande ônus, sendo que todo o esforço do capitalista, proprietário das máquinas, vai ser no sentido de tirar o máximo proveito possível da relação homem-máquina, considerando mais as perdas advindas com o uso inadequado da máquina do que com questões sobre o trabalhador e a sociedade como um todo.

A sociedade capitalista vai explorar ao máximo a força de trabalho, contando para isso com diversos APARELHOS DE ESTADO, como os Aparelhos Ideológicos: Meios de Comunicação (TV, rádio, jornal, revista, internet...), Igreja, Escola; e os Aparelhos Coercitivos: Polícia, Justiça, Forças Armadas, etc. O Estado então, não é uma força política neutra, que vai gerir a coisa pública em nome de todos e em benefício de todos; mas, irá garantir a dominação de classe. Isto é, vai consolidar a exploração da maioria não proprietária dos meios de produção, por uma minoria proprietária do Capital e dos Meios de Produção (máquinas, prédios, terras, matéria prima).

Utilizando da aparência de instituições neutras, Aparelhos Ideológicos como a polícia, vão trabalhar incessantemente para proteger os interesses do capital, contra a revolta da classe explorada, marginalizada e despossuída. Em Tempos Modernos, são inúmeras as vezes que Chaplin evidencia esse papel ideológico das instituições, como é o caso da polícia reprimindo greves, manifestações de desempregados, ou até prendendo uma menina faminta por ter furtado um pedaço de pão. Em nenhum momento o patrão desalmado que tanto explora e do dia para a noite coloca na rua da amargura milhares de trabalhadores, é molestado pela polícia. Esta vai reprimir uma menina que se recusa a morrer de fome ou ser enterrada viva em um orfanato.

Um dos pontos cruciais da obra-prima de Chaplin diz respeito à questão do consumo e a expectativa que a sociedade industrial traz para as pessoas quanto à posse do maior número possível de gêneros. Carlitos e sua namorada, quando entram em uma Loja de Departamentos pela primeira vez em suas vidas, primeiramente vão até a confeitaria saciar a fome e a sede, para logo em seguida se dirigirem ao quarto andar, onde estão os brinquedos. Da infância feliz que não tiveram, passam para as roupas e móveis, que como adultos também jamais terão condições de possuir. Ao casal pobre resta o consolo de sonhar. Para um sistema que se diz de Pleno Consumo, eis aí uma crítica forte e consistente.

Chaplin reforça a frustração do não consumo em uma sociedade baseada no consumo, quando o seu personagem propõe à namorada pensar como eles seriam felizes morando em uma casa de classe média. Idealiza um casal feliz, com fartura à mesa. Tudo ilusão, é claro! Pois, para a classe a que pertencem, sobra no máximo um barraco velho e abandonado na periferia da cidade.

Ponto importante para reflexão são as respostas diferentes que os vários personagens deram diante das dificuldades que enfrentaram durante o período de recessão que os EUA vivenciaram na década de vinte, a GRANDE DEPRESSÃO. Enquanto a menina promovia pequenos furtos, seu pai procurava emprego honestamente, ao mesmo tempo que participava dos movimentos operários que tinham como objetivo pressionar o Estado a resolver a crise econômica. Já Carlitos, por ser mão-de-obra não especializada, diante da realidade crua do desemprego, optou por se esforçar ao máximo para ficar na cadeia, onde pelos menos tinha garantida moradia e alimentação. Seu amigo Big Bill, que trabalhou com ele na linha de montagem apertando parafusos, ao ser despedido, acabou optando pela marginalidade mais radical, se juntando a outros desempregados armados para assaltar a Loja de Departamentos. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário